A Polônia acusou a Rússia de violar seu espaço aéreo com drones e, nesta quarta-feira (10), invocou o Artigo 4 do tratado da Otan, que prevê consultas entre os países membros diante de ameaças à segurança de um deles.

Esta é a sétima vez que o dispositivo é acionado desde a criação da aliança em 1949.

Em resposta imediata, caças da Otan e da própria Polônia foram mobilizados e abateram os drones russos.

O incidente levou líderes europeus a realizarem uma reunião de emergência e condenarem o ato, considerado “sem precedentes” pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o país “nunca esteve tão perto de um conflito armado desde o fim da 2ª Guerra Mundial” e garantiu que está preparado para reagir a novas provocações.

Caso seja reconhecido que houve um ataque intencional, a Otan poderá avançar para o Artigo 5, que autoriza o uso da força em defesa coletiva.

Moscou, por sua vez, negou responsabilidade e disse que as acusações polonesas são “infundadas”.

O episódio reforçou o alerta em toda a região e elevou o nível de prontidão militar no leste europeu.