A espanhola Iberdrola lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para comprar todas as ações da Neoenergia e retirar a companhia da B3, ampliando o movimento de empresas que estão deixando o mercado acionário brasileiro.

Desde 2023, 32 companhias encerraram sua listagem, e somente em 2025 outras nove já deixaram a bolsa, entre elas Santos Brasil, Carrefour Brasil e JBS.

A Neoenergia pode se tornar a mais recente a seguir esse caminho, em uma estratégia que, segundo a controladora, busca simplificar a estrutura corporativa e ampliar a flexibilidade financeira e operacional.

O fenômeno ocorre mesmo em um cenário de forte valorização da bolsa, com o Ibovespa acumulando alta superior a 31% no ano e renovando recordes históricos.

Analistas apontam que o fechamento de capital tem sido motivado por fatores como o alto custo de permanecer listada, a pressão por resultados trimestrais e o ambiente de juros elevados, que encarece o retorno esperado pelos investidores.

Com a Selic em 15% ao ano, ativos de renda fixa se tornam mais competitivos, reduzindo o interesse por ações e levando controladores a considerar seus papéis subavaliados. Com IPOs praticamente inexistentes desde 2021, a onda de OPAs revela um mercado mais conservador e seletivo.