A intensificação das ações militares dos Estados Unidos no Caribe elevou as especulações sobre um possível ataque à Venezuela.

Nas últimas semanas, o governo de Donald Trump reforçou a presença de navios e aviões de guerra na região, sob o pretexto de combater o narcotráfico.

No domingo (26), um novo navio de guerra americano chegou a Trinidad e Tobago, próximo ao litoral venezuelano, somando-se ao grupo de ataque USS Gerald Ford, que inclui o maior porta-aviões nuclear do mundo.

Analistas consideram as movimentações “desproporcionais” e apontam que a operação tem caráter de demonstração de força contra o governo de Nicolás Maduro.

Embora uma intervenção terrestre seja considerada improvável, especialistas não descartam ataques seletivos a alvos estratégicos, como laboratórios de drogas ou bases militares, ou até uma operação de extração de autoridades venezuelanas incluindo o próprio Maduro, acusado pelos EUA de chefiar o “Cartel de los Soles”.

O presidente venezuelano afirma que o país está preparado e conta com o apoio de aliados como Rússia e China.

Enquanto isso, líderes latino-americanos, como Luiz Inácio Lula da Silva, tentam mediar o diálogo e evitar que a escalada de tensões transforme a América do Sul em palco de um novo conflito geopolítico.