O caminhoneiro Dener dos Santos, de 52 anos, desmaiou logo após ser resgatado da carreta onde passou mais de quatro horas acreditando carregar explosivos presos ao corpo, no Rodoanel, em São Paulo.

Segundo médicos, o desmaio foi resultado de um choque emocional agudo, uma reação extrema do organismo diante do medo e da tensão prolongada. Durante situações de risco, o cérebro libera adrenalina e cortisol, hormônios que preparam o corpo para lutar ou fugir.

O coração acelera, a respiração aumenta e os músculos ficam tensos. Porém, quando essa resposta se mantém por muito tempo, o organismo se esgota e entra em colapso, provocando queda de pressão, desorientação e desmaio.

Especialistas explicam que esse tipo de reação não é sinal de fraqueza, mas uma resposta natural do corpo ao estresse extremo. Após o alívio do perigo, o sistema nervoso tenta retornar ao estado normal, mas a brusca redução dos hormônios do estresse pode causar o apagão físico e emocional.

Casos assim exigem acompanhamento médico e psicológico, pois o impacto pode evoluir para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) se não houver tratamento adequado.