Sem força no Congresso, Psol transforma STF em trincheira política e intensifica embate com Legislativo
Especialistas apontam que esse tipo de atuação tem fortalecido o protagonismo do STF em temas políticos
Por Antônio Padilha
De O Jogo do Poder, em São Luís
Publicado em
15
de
maio
de
2025
Atualizada em
15/05/2025 : 11h05
Com apenas 13 deputados federais e nenhum senador, o Psol tem utilizado o Supremo Tribunal Federal (STF) como principal arena política para influenciar decisões nacionais, judicializando pautas que seriam, em tese, atribuições do Congresso.
A legenda já moveu mais de 50 ações na Corte, a mais recente contra a decisão da Câmara dos Deputados de suspender a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), réu por suposta tentativa de golpe.
Especialistas apontam que esse tipo de atuação tem fortalecido o protagonismo do STF em temas políticos e gerado tensões com o Legislativo.
Juristas e cientistas políticos veem um alinhamento ideológico entre ministros da Corte e partidos de esquerda, como o Psol, que estariam instrumentalizando o Judiciário para contornar derrotas no processo legislativo.
O advogado André Marsiglia afirma que o problema não é o acesso ao STF, mas a disposição da Corte em deliberar sobre assuntos de competência parlamentar.
Já o professor Adriano Cerqueira, do Ibmec, alerta para o risco de desequilíbrio institucional: “Uma minoria derrotada tem usado o Judiciário para barrar decisões do Legislativo, com apoio de um STF reformista e progressista.”