Prefeito suspeito de assassinar policial se licencia e seguirá recebendo salário de R$ 13 mil
O prefeito segue sem qualquer medida judicial que o afaste oficialmente do cargo
Por Antônio Padilha
De O Jogo do Poder, em São Luís
Publicado em
11
de
julho
de
2025
Atualizada em
11/07/2025 : 09h07
Mesmo após confessar ter matado o policial militar Geidson Thiago da Silva a tiros, o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), permanece em liberdade e agora oficialmente afastado do cargo.
Na quarta-feira (9), a Câmara de Vereadores aprovou o pedido de licença médica apresentado pelo gestor, que alegou abalo emocional e condição de “paciente bariátrico” para justificar a ausência por 125 dias.
Durante esse período, João Vitor continuará recebendo integralmente o salário líquido de R$ 13.256,08, o que tem gerado revolta na população e críticas nas redes sociais, onde internautas questionam a legalidade e, principalmente, a moralidade da decisão.
Com a licença aprovada, a vice-prefeita Maria Etelvina assumiu interinamente a prefeitura, mas evitou comentar diretamente sobre o caso, afirmando que seu foco será manter os serviços funcionando no município.
A morte do policial, ocorrida no último domingo (6), em Trizidela do Vale, causou comoção no Maranhão e reacendeu debates sobre privilégios, impunidade e a morosidade da Justiça diante de crimes cometidos por autoridades públicas.
Enquanto isso, o prefeito segue sem qualquer medida judicial que o afaste oficialmente do cargo, enquanto o caso é investigado pela Polícia Civil com acompanhamento do Ministério Público do Estado.