O governo dos Estados Unidos intensificou a pressão militar sobre o regime de Nicolás Maduro com o envio do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, ao mar do Caribe.

As primeiras imagens divulgadas pela Marinha americana mostram o grupo de ataque navegando em formação com três destróieres e aeronaves de combate, incluindo jatos F-18 e um bombardeiro B-52.

A movimentação ocorre em meio à operação “Lança do Sul”, anunciada pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, como uma ofensiva contra o narcotráfico latino-americano justificativa que tem sido usada pela Casa Branca para ampliar sua presença militar na região.

Segundo a imprensa americana, Trump recebeu opções do Exército para atacar a Venezuela e estaria disposto a empregar força militar caso haja respaldo jurídico.

A intensificação das tensões se soma a meses de acusações de Washington contra Maduro, apontado pelo governo Trump como líder do Cartel de Los Soles.

Além de reforçar o cerco militar, os EUA aumentaram a recompensa pela captura do presidente venezuelano para US$ 50 milhões e enviaram dezenas de navios e aeronaves para o sul do Caribe.

Especialistas avaliam que o emprego do USS Gerald Ford é um “sinal inequívoco” de que a Casa Branca considera ações mais agressivas, enquanto Maduro denuncia que os Estados Unidos “inventam uma guerra” para justificar uma possível intervenção.

Diante do cenário, a Venezuela acionou aliados como Rússia e China, ampliando o risco de um confronto internacional sem precedentes na América do Sul.